Foto em Pauta, Volume 1, Ano 2018

Bruno Kaiuca, entre o fotojornalismo e a arte

2 de março de 2018

O começo

Meu interesse pela fotografia surgiu quando eu tinha 18 anos. Tinha acabado de fazer 18 anos quando viajei para a Europa. Sempre fui muito introspectivo. Quase não senti o início da fotografia para mim. Quando criança, pegava a máquina fotográfica dos meus pais para fotografar o cotidiano, a apresentação de balé da minha irmã, pegava a câmera a tomava a frente. Começava a capturar as coisas. Naquela época minha relação com a fotografia era pausada, porque eu não tinha equipamento e era tudo muito caro. Precisava de filmes e eu não tinha como pagar por isso. Dependia da ajuda dos meus pais para comprar filmes.

Tudo se intensificou quando fiz 18 anos e resolvi comprar minha própria câmera. Juntei um dinheiro e, quando viajei para a Europa, comprei uma Nikon F, compacta, não lembro exatamente o modelo, que era ótima para começar e exercitar o olhar. Foi assim que se deu. A partir daí fiquei um ou dois anos com ela. Depois a vendi e comprei minha primeira DSLR em 2012, uma Nikon D3200, quando viajei novamente, e fui melhorando e desenvolvendo. Em 2014, troquei a Nikon D3200 por uma Canon 70D, depois por uma 6D e, em 2016, voltei para a Nikon, mas agora uma D7100.

Meu trabalho mais denso e consistente é de 2015 para frente, ocasião em que eu saio de Minas Gerais e volto para o Rio de Janeiro, com mais tempo para me dedicar à fotografia.

© Bruno Kaiuca

O fotojornalista e o artista

Antes de tudo é importante pensar para quem eu estou fazendo o material. Eu já trabalhei em agência – e é bem complicado trabalhar em agência, por vários motivos, principalmente pela baixa valorização das fotografias -, mas fiquei poucos meses e logo saí. Fazer material para agência é uma coisa. Fazer material para jornal é outra coisa. Fazer fotojornalismo para uma grande revista é outra coisa diferente também. Nossa postura procura seguir as diferentes exigências dos diferentes mercados. A postura segue um certo “mercado”. Então eu tive esse problema de parar na necessidade do mercado e pensar nela. E, sendo assim, o mercado não oportuniza liberdade. Ele exige tempo e dedicação de um modo muito eficaz e direito. Nesse mercado não se pode realizar fotografias ultrassofisticadas. Ele exige imagens simples e diretas que dizem tudo rapidamente. De forma clara e simples. Por melhor que seja o jornal, ou por melhor que o jornal tenta parecer que é, mais sóbrio ou sério, ele te poda, ele te pauta muito. Isso é uma postura. Uma postura para o mercado de fotojornalismo. Sendo assim, eu lido com o tempo. O tempo em que eu posso produzir e para quem eu tenho que produzir.

© Bruno Kaiuca

No momento em que eu faço fotojornalismo para mim, estabelece-se uma relação diferente com o tempo. Há uma liberdade, uma tranquilidade, porque você pode desenvolver e fazer materiais para outros fotógrafos e para pessoas com um olhar mais apurado, que já têm uma certa vivência no meio. Se você sabe fazer um material sofisticado, você tira de letra as exigências de estar em um jornal. Este é o meu objetivo: ingressar na redação de um jornal como um profissional fixo.

A minha postura como artista não é tão distante do fotojornalismo. O fotojornalismo é mais factual, mas eu coloco muito da arte no fotojornalismo. Essa sofisticação vem da relação com a arte. Você pode perceber uma metalinguagem nas imagens, utilização de vários assuntos desconexos, mas que juntos vêm encaixados no mesmo enquadramento e acabam se complementando e dizendo muito sobre nosso tempo. O fotojornalismo e a arte são posturas diferentes mas não tão separadas uma da outra.

© Bruno Kaiuca

A mesma coisa acontece no mercado de arte. Acaba que um número extremamente restrito, um numero bem reduzido de lugares pagarão um valor justo pelo seu trabalho. Aqui no Rio é muito restrito. Em São Paulo um pouco menos, mas é muito difícil o mercado de artes no Brasil. E mesmo assim você enfrenta uma certa pauta. Então, quando quero produzir algo que eleve o meu melhor, que traduza alguma coisa sofisticada, minha postura não é tão diferente. Levo minha arte para o fotojornalismo, mas não levo o fotojornalismo para minha arte. Até porque minha postura é de não interferir no ambiente no qual estou produzindo.

No fotojornalismo não intervimos na imagem. Não movimento nem um cone do lugar. No campo do fotojornalismo o purismo da imagem é necessário e importante. Ele tem uma relação muito íntima com a questão da verdade, da documentação. Já no campo da arte há interferências. Mudamos as coisas de lugar. Intervimos na realidade. No fotojornalismo você vai lá fazer alguma coisa e ela acontece na sua frente. Na arte você constrói a imagem.

© Bruno Kaiuca

A fotografia surgiu para mim como uma forma de lidar com o tempo. Lidar com a efemeridade das coisas, meus laços com as pessoas e sentimentos. Ela supre, ela engana, ela dá uma volta nessa efemeridade. É como se ela resolvesse esse problema físico na “gravação” do que vimos, do que sentimos, enfim. Acredito que todos começam com esse problema de lidar com a efemeridade, com o desgarrar das coisas. Tanto que a maioria dos grandes fotógrafos, como Vivian Mayer e outros artistas, falam da dificuldade de se desconectar das coisas. A gente não consegue se desfazer das coisas. Somos acumuladores. Temos um vínculo muito grande com as coisas. Não temos a facilidade da despedida. Quando eu era criança, às vezes, despedia-me do lugar onde estava brincado. A fotografia tem a ver com essa nossa incapacidade de lidar com o tempo e de traduzir e depositar isso em algum lugar.

Arte é tudo que transborda. A gente vai para rua com muito para dar e também muitas expectativas de receber. Você vai para a rua com muito de si. Para mim, esse muito para dar e muito para receber é a fotografia. Você vai para a rua com o peito cheio, mas vivenciará 95% de frustrações e 5% de satisfações. Não são só flores. Os fotógrafos sabem disso.

© Bruno Kaiuca

O movimento do olhar

Quando criei meu curso de fotografia de rua no atelier de Walter Firmo, grande fotógrafo, e também depois que dei outros cursos na escola de fotografia do Largo do Machado, o Vagalumes, eu introduzi a questão da volatilidade, dos conteúdos voláteis, da raridade. O que me move na fotografia é a busca da raridade. A beleza está na raridade, na singularidade, está no que é raro. No curso eu procuro quantificar didaticamente tudo isso na forma de uma equação. Arte não é apenas sobre beleza, mas também sobre tirar uma pessoa do seu lugar e colocar em outro. São todas essas questões que envolvem a efemeridade do fotográfico. Quero buscar algo que seja realmente único, tanto na estética, quanto nas formas mais plásticas. Isso envolve beleza, claro, mas não só isso.

© Bruno Kaiuca

Existe outro ponto que foge de tudo isso. Sigo uma frase que me guia na hora de fazer fotografia de rua: o mais importante, o maior desafio, é fotografar a intimidade sem revelar a identidade. Traduzir o momento em uma mensagem e não em uma identidade. Sintetizar o momento em uma mensagem. Claro que há vários momentos em que se precisa colocar o rosto, a identidade de uma pessoa. Mas o maior desafio é essa ocultação da pessoa e a procura do ser humano, da mensagem que ele expressa em seus gestos e relações, que vão além da identidade.

© Bruno Kaiuca

 

© Bruno Kaiuca

 

© Bruno Kaiuca

O conceito de uma boa foto

Uma boa foto é aquela que me permite ver algo raro na mensagem, na beleza e no que quer que seja. O que é bom para mim é o que eu construí até hoje com o meu olhar. O meu olhar constitui a limitação daquilo que pode ser uma boa foto para mim. Se eu pego uma criança e a levo em um parquinho normal, familiar, conhecido, ela achará o máximo, porque ela nunca viu outros, não tem referências. Então uma boa foto para mim é aquilo que eu construí até hoje com o meu olhar, minhas referências e minhas limitações.

Uma boa foto é a que tem uma mensagem para o mundo. Que comunica ao mundo. Mas uma foto pode ser boa também porque ousa muito, a ponto de poucos entenderem. Há diversas facetas desse “bom”. Dependendo de para quem é a foto, ela pode assumir diferentes perspectivas.

© Bruno Kaiuca

Três, quatro referências

Não não posso dizer três. Eu gosto muito de quatro pessoas.

Marcelo Carnaval, editor de fotografia do Jornal O Globo. Conheci-o em 2012. Eu não sabia nada e ele teve uma paciência de Jó para me ajudar na formação do olhar. Gente finíssima, muito bom, melhor pessoa. Nunca passou a mão na minha cabeça. Nunca disse “você está indo bem, continue assim”. Um cara honesto e muito legal.

Walter Firmo, conheci em 2015, teve um grande impacto no meu olhar. Ele tem um trabalho que está entre os 5 ou 10 melhores fotógrafos brasileiros de todos os tempos. É uma grande referência da fotografia brasileria.

Francisco Chaves, conheci em 2015 e hoje é meu amigo mais forte, mais presente e para quem eu tenho uma admiração enorme. Fotógrafo do Jornal O Globo, já trabalhou no Jornal do Brasil. Ganhou vários prêmios. Ele tem um trabalho de fotojornalismo e de arte fantástico. Um cara que já cansou de ganhar a capa dos principais jornais.

Rogério Reis, foi editor de fotografia do Jornal do Brasil, um cara fantástico, ensinou-me muitas coisas, uma pessoa maravilhosa.

A fotografia que eu mais gosto e as fotos que perdi

A foto que eu mais gosto, que eu tive grande satisfação em fazê-la, é a foto do fusca, com uma senhoria sentada e duas crianças no fundo da escada. Foi feita com um Provia100F, que é o filme que eu mais gosto, escaneada em um scann da Hasselblad em São Paulo, que dá uma resolução sem igual.

© Bruno Kaiuca

Não guardo nenhuma frustração por uma foto que eu não tenha feito. Pode ter uma ou outra que eu não fiz, mas as melhores que eu gostaria de ter feito eu fiz. Ainda bem. Não lembro de nenhuma foto importante perdida. Já perdi fotos, óbvio, tanto por limitações minhas, quanto de equipamento. Mas nada que eu me recorde fixamente de alguma coisa. De verdade, não me lembro.

A fotografia que não farei

Bom, posso chutar qualquer coisa sobrenatural. Mas posso dizer que uma foto que eu não conseguirei fazer é uma da série do Rogério Reis, chamada Surfistas do Trem. Sou muito fã dessa série. Um dia quero poder adquirir umas cópias. Em meados dos anos 2000 ainda tinha gente que subia no trem. Extremamente arriscado. Muitos morriam. O Rogério foi lá e fotografou os caras lá em cima mesmo. Essa é uma série que eu gostaria de ter feito.

Livros e filmes de fotografia

Não li muitos livros de fotografia. Mais pela falta de grana do que de vontade, porque são livros caríssimos. Mas um que é fundamental a leitura é o livro de entrevistas de Cartier-Bresson, intitulado Ver é um Todo – Entrevistas e conversas 1951-1998. Ele nunca escreveu um livro de como ele faz, mas nessas entrevistas ele diz.

Outro livro fundamental é o de Walter Firmo, Brasil: imagens da terra e do povo. Indico também os livros do Premio Esso. Ali só tem fotão, só tem fera.

Dois filmes: The Bang Bang Club, que todos já devem conhecer, e Everybody street, de Cheryl Dunn.

Minha relação com a rua

Fotografar no Rio de Janeiro exige um conhecimento sociológico profundo do lugar que você está andando. Você tem que nascer aqui, tem que conhecer bem os lugares, as gírias, porque em cada canto você tem pessoas diferentes, pensamentos diferentes. Cada lugar possui sua identidade, seu modo de ver as coisas. Há inclusive brigas entre uns e outros. Se você não conhece o lugar que está andando você pode entrar em uma fria. Tanto que já fui pego por traficantes, mesmo conhecendo e andando bastante. Andar várias vezes, sem fazer fotos, para primeiro conhecer o lugar.

© Bruno Kaiuca

Eu gostava do olhar clássico sobre a rua, com fotografias com névoa, como aquela que Copacabana tem. Mas é um misto. O que a gente não entende se transforma no nosso olhar. Estereótipos da fotografia preto e branco. Sou muito introspectivo. E penso que minha fotografia vem dessa introspecção. Quem me conhece sabe que sou uma pessoa perdida na vida.  Meu crime meu mundo. Minha visão acaba até sendo ingênua do cotidiano do mundo. Mas não do sublime. Você tem o poeta do cotidiano e o poeta do sublime. Eu sou um tipo de poeta do sublime no cotidiano. Então é esse o meu espanto, essa linha, essa surpresa quando temos aquela estranheza diante do novo e isso se traduz em uma fotografia, em um olhar e em um reflexo intuitivo de fotografar.

© Bruno Kaiuca

Mas essa mágica é muito complicada, porque a fotografia é um instrumento que capta aquilo que a gente não consegue ver. Então você precisa prever a dinâmica do ambiente, entrar na cabeça da pessoa que está fotografando, antecipar seus movimentos. Uma galera toda está pensando, agindo e reagindo, e você precisa se antecipar aos movimentos. Prever as reações. Você fica em um lugar específico prevendo que eles correrão por ali, sem tirar a autenticidade do olhar da pessoa. Conhecer a rua permite que você antecipe os seus movimentos, de modo a estar preparado para produzir fotografias que não dependem de sorte ou do acaso, mas de um certo planejamento.

© Bruno Kaiuca

Conselho para iniciantes

Para um fotógrafo iniciante que quer se tornar um fotógrafo: bola para frente, treinar exaustivamente, fazer o melhor para você. Coloque tudo que você queira colocar na sua fotografia. Se você quer ser um cara muito bom e dar o seu melhor, você tem que olhar muito. Acredito que uma boa parte disso depende do que você tem para receber de toda essa fotografia.

Se eu quero fazer uma boa fotografia, preciso saber onde estou e onde quero chegar. Eu comecei de um modo muito ingênuo. Faça o que você quiser. Se você quiser ser um cara muito bom, você precisará ralar bastante. Em fotografia não existe atalho. Leia, veja fotos. Técnica se aprende em um segundo ou no meio do caminho, mas pratique. Depois vem a parte importante: decidir transformar-se em um profissional ou levar isso no amador.

Há muitos fotógrafos amadores melhores do que muitos profissionais. A questão do profissional é a do dinheiro. Viver da fotografia. Comece no amador, sem esperar ganhar dinheiro com isso. Sem expectativas. Ninguém deve começar esperando transformar-se em um grande fotógrafo. Você descobre que é um bom fotógrafo e isso depende da raridade.

Acho impossível que todos tenham sucesso a partir do empenho. Empenho é fundamental, mas não é só. Para evitar frustrações você precisa descobrir se leva jeito para aquilo. Não tem problema nenhum não levar jeito para aquilo e continuar a fazer o que você gosta. E quanto a tornar-se um profissional, hoje, não aconselho uma dedicação exclusiva, porque além de precisar ser um grande fotógrafo, o mercado é muito complicado e saturado. Você pode entender o mercado quando se perguntar: quantas fotografias eu comprei até hoje? Quantas obras de arte eu comprei até hoje? Quantas coisas supérfluas eu comprei até hoje e que custaram caro. Uma lente ou uma bicicleta além do que você precisa. Mas a arte… veja como você também faz parte desse universo que não dá valor à arte. É um mercado extremamente saturado e restrito.

Para mim, não consigo fazer fotografia que não tenha valor para um grupo de pessoas, para uma sociedade. Jamais conseguiria levar minha fotografia para ensaios de gestantes ou de casamentos. Mas sei que os serviços de fotografia de gestantes, de crianças, aniversários e casamentos também são saturados e complicados. Além disso, esse mercado se guia muito mais pelo marketing do que pela qualidade dos trabalhos.

A chance de dar errado na fotografia profissional é muito grande. Por uma questão de mercado. A inserção do fotojornalismo no Rio de Janeiro, que tem três jornais, possui filtros e barreiras enormes. Alguns não pagam. Ou pagam R$10,00 por foto. O Jornal do Brasil possui 3 fotógrafos. E as vendas nas galerias de arte não são garantidas todos os meses. Vendeu, vendeu. Não vendeu, terá que procurar outras coisas para poder pagar suas contas. Não existe uma demanda saudável na fotografia. Comece como amador, veja se você leva jeito, faça fotografia para você. Se quer apenas relaxar ou ser o melhor do mundo, vai depender de você. Mas só depois analise se realmente quer se tornar um profissional.

Compre uma câmera barata, com a lente do kit. Como dizia Cartier-Bresson, suas primeiras mil fotos serão as piores. Não adianta comprar uma câmera ou uma lente excelentes se suas fotos não serão boas. Use ela até quebrar. Treine. Gaste ela. Compre uma câmera que vai aguentar porrada, não compre as coisas novas. Aí aprenda fotografia. Fique uns 5 anos só na pauleira, todos os dias. E depois de 5 a 7 anos junte suas melhores fotos. E volte para o trabalho. Não perturbe as agências antes de você ter um portfólio decente.

Eu tenho a grande vantagem de ter um laboratório que tem revelação de cromo aqui no Rio de Janeiro, que é o SpeedLab. Filme você só vai saber usar depois de uns 7 anos de experiência. Antes disso você vai gastar bastante dinheiro à toa.

Utilizo um método de escaneamento baseado na refotografia. Você pega seu slide ou filme (negativo ou positivo), coloca em um fundo retroiluminado e refotografa o slide com uma lente macro. Depois corrijo as cores no LR. É um processo que, à primeira vista, parece horrível, mas é muito bom. Os resultados são comparáveis com o de scanners dedicados caríssimos.

Mostre suas fotos. Participe dos grupos de fotografia. Há muitos grupos bons na internet, tirando aqueles de casamento e outras técnicas comerciais. Corra atrás disso. O fotojornalismo não tem 30 fotógrafos em todo o Rio de Janeiro, dos quais apenas 20 são contratados. Como disse uma vez Marcelo Carnaval, não é um mercado de fotografia, é uma quitanda. A Reuters tem um, a B tem outro e a AFP outro, que são as três maiores agências do mundo. Mais 15 ou 12 no O Globo e 3 no JB. São muito poucos. Um mercado restrito. Essa é minha experiência.

Precisamos conscientizar as pessoas a valorizar a arte. Isso é importante. Conscientizar as pessoas a comprar arte. Financiar arte. Não se venda barato. Segure a onda. Vale à pena esperar para vender sua arte pelo valor correto. No momento em que o mercado pedir suas fotos elas valerão muito mais. Eu vendo uma média de duas a três fotografias por mês e esse é o limite para eu poder continuar meu trabalho com chromo, minhas saídas, peripécias e viagens. Tudo isso é caro. Não é férias.

© Bruno Kaiuca

Bruno Kaiuca é fotojornalista no Rio de Janeiro. Suas obras podem ser adquiridas na Galeria Camayoc Huasi e na Cinza Photogallery.

© Bruno Kaiuca

 

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