Trip, Volume 1, Ano 2018

A natureza boliviana

26 de fevereiro de 2018

Por José Maria, associado do FCPA

 

Quando falamos em “Fotografia de Viagem”, logo nos vem à mente as fotos que clicamos em determinada viagem que fizemos. Na verdade, “Fotografia de Viagem” pode ser classificada de  duas formas:

1ª) Viajar para fotografar um tema específico em um determinado local. Ex.: Fotografar a fauna no Pantanal Matogrossense ou fotografar a Aurora Boreal na Finlândia. Neste caso, seu equipamento fotográfico será composto de uma quantidade maior de ítens, como tripé, lentes, filtros, etc. e sua bagagem terá um peso considerável.

2ª) Viajar como turista para conhecer lugares, regiões ou países, fotografando tudo que é de seu interesse, como paisagens, arquitetura, pessoas, costumes, etc. Para isso, você deverá levar com sua câmera uma lente que lhe propicie fotos em diversas situações.

Reserva Eduardo Abaroa. Laguna Verde. © José Maria

Nos últimos anos, eu e minha esposa temos viajado pela América do Sul. Como permanecemos uma média de 15 dias em cada país, diversificamos bastante nossas roupas e calçados pois a oscilação da temperatura em alguns países varia muito de região para região. Consequentemente, nossa bagagem é um pouco volumosa. Para essas viagens tenho levado minha câmera com uma lente Zoom Nikon 18-105 mm, f:3.5-5.6 e eventualmente uma Sigma 18-35 mm, f:1.8, para fotografias com pouca luz e/ou paisagens.

Reserva Eduardo Abaroa. Flamencos andinos. © José Maria

Conhecemos a Bolívia no inverno de 2015. Chegamos a pegar temperatura de 12 graus negativos. Frio, muito frio. Apesar de ser um país que faz divisa com o Brasil, o fluxo de brasileiros é mínimo. Normalmente você encontra turistas e mochileiros conterrâneos em países adjacentes ao Brasil. No período em que lá estivemos não encontramos nem um. Creio que uma das causas é não haver vôo direto entre as principais capitais brasileiras e La Paz. Mas é um país com um povo simples, amigável e hospitaleiro e com belezas naturais incríveis.

El Alto e La Paz. El Alto localiza-se na região metropolitana de La Paz. La Paz fica encravada numa depressão de terreno e é a capital mais alta do mundo com 3.660 metros SNM. © José Maria

Nosso planejamento inicial era conhecer o Salar de Uyuni, o maior deserto de sal do mundo, com uma extensão de aproximadamente 10.000 km² e 10 bilhões de toneladas de sal. Posteriormente, já que teríamos que passar pela capital, resolvemos fazer um tour em La Paz, Lago Titikaka e Tihuanaco, além da Reserva Eduardo Abaroa, que fica anexa ao Salar.

Reserva Eduardo Abaroa. Laguna Hedionda. © José Maria

Dentre centenas de fotos, escolhi algumas para ilustrar este texto. Quase todas elas foram tiradas com câmera Nikon 7100, lente 18-105 mm, modo manual, formato RAW e convertidas posteriormente para JPG. Em algumas delas também foi realizado um tratamento de imagem no Lightroom.

Salar de Uyuni © José Maria

 

Lago Titikaka. Essa embarcação é conhecida como Totora, fabricada com um tipo de planta de mesmo nome. © José Maria

 

Camino hacia el monte Chacaltaya. Chacaltaya é uma montanha com 5.420 metros SNM, que faz parte da Cordilheira dos Andes, localizada a 30 km de La Paz. © José Maria

 

Reserva Eduardo Abaroa. © José Maria

 

Reserva Eduardo Abaroa. Árbol de Piedra. Local denominado Deserto Siloli, onde são encontradas uma grande variedade de esculturas esculpidas pelo vento. © José Maria

 

José Maria Fonseca Batista é associado do Foto Clube Pouso Alegre

 

Como citar este artigo (ABNT):

  • BATISTA, José Maria Fonseca. A natureza boliviana. Err01: Revista de Fotografia, Pouso Alegre,  v. 1, jan-jun, 2018. Disponível em: <http://www.err01.com.br/index.php/2018/02/26/a-natureza-boliviana/> ISSN: 2595-1378.
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